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COMO NÃO SER UM BOM PROFISSIONAL DE TI

André MachadoCarreira, Mercado

Há alguns meses, escrevi aqui no Profissionais de TI, um artigo com algumas dicas de ética profissional para técnicos em informática, uma postagem que teve uma boa aceitação e que rendeu muitos comentários.

Mas nada que eu ou que outro autor escreveu se compara a isso:

honesto

No tópico deste fórum, um programador pede ajuda aos amigos foristas para que o programa que ele está desenvolvendo fique artificialmente lento após alguns meses, a fim de que o cliente pague a mais para que seja realizada uma “manutenção”.

Embora uma atitude como essa possa chocar o leitor à primeira vista, ela é quase uma brincadeira infantil perto do que algumas empresas, grandes e pequenas, são capazes de fazer para manter sua clientela. Os recentes escândalos de espionagem envolvendo a NSA contribuíram ainda mais para aumentar a desconfiança em programas e em serviços comuns que utilizamos em nosso dia-a-dia. No caso de programas de código fechado, sempre ficamos com o ônus da dúvida, pois não temos, a princípio, como comprovar a existência de tal comportamento antiético, malicioso e ilegal. Felizmente, o software livre não sofre desse mal, pois como o código-fonte está disponível a todos, qualquer um pode auditá-lo e uma artimanha dessas certamente não permaneceria oculta por muito tempo.

Mesmo sabendo, porém, que nem todos os leitores desse post são adeptos da liberdade de software, essa imagem é uma verdadeira aula de como não ser um bom profissional. Se oprogramador deseja lucrar com seu programa – o que é natural – este objetivo deve ser atingido através do agregamento de valor ao produto ou ao serviço. No pŕóprio tópico onde surgiu essa pérola são dadas algumas sugestões como limitar o tamanho máximo do banco de dados ou cobrar pelo número de clientes instalados.

Outra postagem levantada lá ainda alerta que tal atitude é um tiro no pé, pois como os próprios foristas disseram, o mais provável é que o cliente, após um determinado tempo, simplesmente acabe migrando para uma solução melhor.

O pior é que o autor dessa pérola retornou ao tópico e revelou que começou a mexer com a linguagem de programação há apenas dois meses e disse não ver objetivo em desenvolver um programa perfeito pelo fato de os salários de programadores serem baixos.

É por isso que esse país não vai pra frente, como disseram lá.

Fonte: http://www.profissionaisti.com.br/2014/10/como-nao-ser-um-bom-profissional-de-ti/

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Estou velho demais para ser Profissional de TI?

 

Adam Silva Carreira

Uma dúvida frequente na comunidade de TI é a questão da idade para contratação dos profissionais. Afinal, existe profissional velho demais para a carreira de TI?

Eu poderia responder essa pergunta especulando com minha própria opinião como muitos tem feito por aí, mas isso não passaria credibilidade, não é verdade? Seria mais interessante saber a opinião de quem contrata esses profissionais. Pensando nisso entrei em contato com as maiores empresas de tecnologia do Brasil para saber do responsável pela contratação dos profissionais, qual é a posição dessas empresas em relação à idade do profissional de TI.

Imagem via Shutterstock

Imagem via Shutterstock

Através de pesquisas, vou responder nesse artigo se existe espaço no mercado para profissionais de TI mais velhos, acima de 30 e 40 anos, e se existe preconceito na contratação desse tipo de profissional.

Posição das grandes empresas de Tecnologia do Brasil

Entrei em contato com o departamento de RH das grandes empresas de Tecnologia do Brasil para encontrar respostas. Foram ouvidas as empresas T-Systems do Brasil, Dell Brasil, NET e ainda a consultora de carreira da Catho, um dos maiores sites de contratação de profissionais no Brasil.

Veja o que o André Vieira, vice-presidente de recursos humanos na T-Systems do Brasil, respondeu:

“Não existe discriminação na contratação de profissionais devido à idade, assim como também não há em outras questões, como sexo, religião etc. Qualquer forma de discriminação é, acima de tudo, crime, e pode significar um problema para imagem da companhia.

As capacidades profissionais não são medidas pela idade. A experiência acumulada com os anos, se somada à habilidade de se moldar para lidar com novas demandas de mercado, assim como também com novas gerações de profissionais, são pontos mais relevantes e cruciais para contratação, que devem ser combinadas com o conhecimento técnico e postura profissional. Existe espaço para todo profissional que seja resiliente e que se mantenha em constante processo de aprendizado, indiferente à idade.

Vale ressaltar que nos últimos três anos, a T-Systems do Brasil contratou mais de 400 pessoas acima dos 30 anos de idade.”

Outra empresa consultada na pesquisa foi a Dell Brasil. Leia o que disse a Miriam Kimura, gerente de aquisição de talentos:

“Hoje, a Dell é uma empresa de soluções e serviços, que tem como objetivo fornecer soluções de TI ponta-a-ponta para os nossos clientes. Por isso, disponibilizamos na empresa vagas para as mais diversas áreas de TI e inovação. Nós sempre buscamos perfis de profissionais conforme a necessidade de soluções dos nossos clientes e, por isso, o foco é nas qualificações, resultados e experiências desses profissionais e não em questões como idade. Além do conhecimento técnico, procuramos identificar comportamentos condizentes com os nossos valores e potencial de contribuição com os objetivos da empresa a longo prazo (…)”.

A NET também foi consultada. Ana Maria Del Pino, gerente de recursos humanos, acrescenta:

“Não há qualquer preferência, ou impeditivo em relação a idade dos profissionais.
Na NET um dos 5 pilares que sustentam a estratégia de atuação de RH, assim como a gestão das nossas pessoas, é o da Diversidade.

Independentemente da idade, buscamos profissionais com competências técnicas e comportamentais requeridas para suas respectivas funções, mas fundamentalmente que sejam aderentes aos nossos valores que são Dirigida por Pessoas, Integridade Resultados, Excelência, Trabalho em Equipe e Atitudes Pragmáticas.

Neste contexto, entendemos e temos a crença de que um público diverso, tenha ele qual origem for, social, gênero, raça, geração, cultura, por exemplo, suas diferenças a partir de experiências distintas de vidas só contribuem e se complementam a favor do time NET, oferecendo uma base mais ampla de ideias e pontos de vistas dos mais diversos, os quais permitem a empresa como um todo tomadas de decisões mais efetivas e avanços ainda mais completos, sistêmicos, inovadores e de alto nível de excelência.”

Conclusão

A partir das respostas obtidas nessa pesquisa, posso entender que não há motivos para o profissional mais velho ter medo de preconceito na hora de uma contratação ou de não encontrar espaço no mercado. Afinal, os responsáveis pelas contratações de profissionais de TI nas empresas já mostraram que a idade não é um fator decisivo.

Quero complementar com a resposta da Gisele Ferreira da Silva, consultora de carreira, porta voz da Catho:

“A área de Tecnologia da Informação é um dos segmentos com maior procura por profissionais atualmente e pesquisas indicam que este setor continuará crescendo no futuro.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (BRASSCOM), associação que trabalha para fomentar o mercado brasileiro de Tecnologia da Informação e Comunicação, em 2013, a área de TI apresentou um crescimento de 15% somente no mercado brasileiro e se firmou como o 7° maior mercado de Tecnologia da Informação do mundo.

E, de acordo com o IDC (International Data Corporation), principal fornecedor global de inteligência de mercado nos segmentos de tecnologia da informação, telecomunicações e tecnologia de consumo, em 2014 o Brasil já está entre os quatros maiores mercados de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Japão.

Dessa forma, é possível afirmar que com a crescente busca por profissionais, há espaço para colaboradores de todos os níveis de expertise. (…)

Entretanto, um candidato entre 30 e 40 anos ou com idade superior a estas pode ser visto pelas organizações como sinônimo de maturidade profissional, com competência para ocupar um espaço no mercado destinado a colaboradores com um maior nível de senioridade e também cargos de chefia. Além disso, se este mesmo profissional já tem uma boa bagagem e visa manter-se sempre atualizado, através da realização de cursos de aprimoramento, certificações, pós-graduação, entre outros, o número de diferenciais só aumenta, fazendo com que este seja avaliado como detentor de grande potencial técnico e intelectual.”

Se você se enquadra nessa faixa etária e estava com dúvidas, siga em frente que tem tudo pra dar certo. Pesquisas tem mostrado que existe espaço no mercado para todas as idades. Caso você acredite que tenha sofrido algum tipo de preconceito em relação a sua idade numa entrevista ou processo seletivo, denuncie, pois é crime.

Agora quero que você faça duas coisas:

1. Se você tem mais de 30 anos e é um profissional de TI, ou pretende seguir carreira, escreva nos comentários abaixo uma de suas experiências (positivas ou negativas) em relação à carreira de TI.

2. Se você conhece alguém que tenha mais de 30 anos e acredita que esse artigo vai ajudar essa pessoa. Compartilhe abaixo nas redes sociais:

Fonte: http://www.profissionaisti.com.br/2014/10/estou-velho-demais-para-ser-profissional-de-ti/#comment-92100

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STRESSE LITERALMENTE DEIXA OS PROGRAMADORES LOUCOS (E A SÍNDROME DO IMPOSTOR)

 

inShare67

Disclamer: participe dessa pesquisa para sabermos se estar deprimido afeta seu desempenho no trabalho http://goo.gl/a9dL1c

Há um ano fui convidada a fazer um curso em vídeoaulas para uma startup de cursos, os cursos seriam sobre Entity Framework. Eu fiquei empolgada e gravei a primeira aula, porém, não conseguia gravar as próximas. Percebi que estava tentando fazer muita coisa ao mesmo tempo sem conseguir priorizar nada, e o pior era que não me achava capaz para fazer aquilo, o que resultou no curso ser cancelado. Na época, o dono da startup me disse que eu estava com a síndrome do pato e a do polvo. Simples: queria fazer tudo sem conseguir fazer 100% nada e, ainda por cima, me sentia incapaz de fazer o que queria.

Imagem de https://www.flickr.com/photos/wetwebwork/

Faz um ano que entrei na loucura de ir em muitos eventos e fazer muitas coisas e estudar muito, e o resultado foi uma estafa, um estupor e uma crise de depressão.

No pico da depressão, meu amigo Bruno me mostrou que esse era um caminho normal para os programadores. Tentamos fazer tudo e estudar tudo por que queremos ser bons. Uncle Bob, em seus livros (pelo menos nos que eu li), dizia que bons programadores praticavam sempre, estudavam muito. A lenda de que um bom programador sabe um pouco de todas as linguagens do mundo e domina uma em especifico ficou popular e eu quis também aprender todas (ao menos as populares, e não curti, ainda, ruby).

A verdade é que fica o sentimento de que somos uma farsa. Tal colega programa muito, tal colega é mais produtivo, tal pessoa é incrível, e vamos assim nos entupindo de inveja e auto cobranças. Porque não somos tão produtivos quanto poderíamos ser? Alguns acham as respostas nos remédios, e, oh!, quantos colegas eu tive que pediram remédios contra TDHA para seus psiquiatras ou neurologistas… e assim se entopem de remédios buscando foco e serem ainda mais produtivos, ainda mais profissionais.

A Síndrome do Impostor

Por que programadores têm esse estranho comportamento? Simples: Síndrome do Impostor. Essa foi a explicação que meu amigo Bruno me passou e em seguida me mandou um link de um artigo sobre programadores e essa síndrome.

Essa síndrome faz que o programador se ache um impostor, ache que não é tão bom quanto deveria ser ou acham que ele é. Por isso, fica tentando estudar cada vez mais e trabalhar cada vez mais rápido. O resultado é que os programadores portadores dessa síndrome estão, literalmente, se tornando loucos.

Para entender a síndrome imagine que o portador acredita que sabe pouco, que os companheiros sabem muito e que ele deveria saber tanto quanto eles. Uma pessoa que tem essa síndrome acredita que mesmo que tenha as tão desejadas 10.000 horas de experiência ainda é um fracasso. Curiosamente essa síndrome atinge mais as mulheres, e tenho meus palpites sobre o motivo, mas mesmo assim essa síndrome não afeta somente programadores, porém, muitos programadores possuem essa síndrome.

Além da auto cobrança, outro fator para um programador ter a síndrome são os mitos sobre os “Reais Programadores”. E não, não estou falando do amigo André Noel de arroba no twitter “@programadorreal”, estou me referindo àquelas frases como “Um Programador de Verdade (um Programador Real) ama programar” ou “Um Programador de Verdade não vê o código como um trabalho” e outras frases do tipo. O artigo de Julie Bort ainda propõe que parte dessa cultura seja imposta pela indústria a procura de mais produtividade. Eu ainda acrescento aquela comparação com a tal da cultura de True Nerd, ou seja, quando as pessoas se gabam de determinadas tarefas e as outras precisam fazê-las também para estarem dentro da onda.

No fim acaba em uma única coisa: transformando nós, pessoas, em robôs.

O stress

Segundo especialistas, o estresse não é completamente ruim. Em fase inicial, ele dá ânimo, vigor e torna a pessoa mais produtiva. Porém, quando atinge níveis mais graves, pode desencadear problemas físicos e emocionais.

Ou seja, um pouquinho de stress é bom, nos dá ânimo, mas depois disso a produtividade cai, baixa a imunidade, aumenta a queda de cabelo, dá dermatite, bruxismo (ranger os dentes e em piores casos ficar com dor no maxilar), nervosismo, falta de atenção, problemas emocionais, depressão, além de outros problemas.

Mas veja bem: o stress não é totalmente ruim, no começo ele ajuda na produtividade, porém, há uma linha tênue entre a produtividade gerada pelo stress com a parte ruim (fadiga, exaustão, raiva, etc) como pode ver no gráfico abaixo fornecido pela: http://vistratess.com

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E o problema não é só ficar cansado ou nervoso, como já disse, pode acontecer de ter problemas de saúde. E ninguém quer isso, imagino.

Então saiba que deve ter um limite para seu stresse. Não se cobre tanto e nem queira se espelhar nos seus colegas, cada um é cada um. Procure tratar a Síndrome do Impostor dentro de você (talvez com ajuda terapêutica) e relaxe mais. Programadores não malucos são mais produtivos!

Fonte: http://www.profissionaisti.com.br/2014/09/stresse-literalmente-deixa-os-programadores-loucos-e-a-sindrome-do-impostor/

 

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