STRESSE LITERALMENTE DEIXA OS PROGRAMADORES LOUCOS (E A SÍNDROME DO IMPOSTOR)

 

inShare67

Disclamer: participe dessa pesquisa para sabermos se estar deprimido afeta seu desempenho no trabalho http://goo.gl/a9dL1c

Há um ano fui convidada a fazer um curso em vídeoaulas para uma startup de cursos, os cursos seriam sobre Entity Framework. Eu fiquei empolgada e gravei a primeira aula, porém, não conseguia gravar as próximas. Percebi que estava tentando fazer muita coisa ao mesmo tempo sem conseguir priorizar nada, e o pior era que não me achava capaz para fazer aquilo, o que resultou no curso ser cancelado. Na época, o dono da startup me disse que eu estava com a síndrome do pato e a do polvo. Simples: queria fazer tudo sem conseguir fazer 100% nada e, ainda por cima, me sentia incapaz de fazer o que queria.

Imagem de https://www.flickr.com/photos/wetwebwork/

Faz um ano que entrei na loucura de ir em muitos eventos e fazer muitas coisas e estudar muito, e o resultado foi uma estafa, um estupor e uma crise de depressão.

No pico da depressão, meu amigo Bruno me mostrou que esse era um caminho normal para os programadores. Tentamos fazer tudo e estudar tudo por que queremos ser bons. Uncle Bob, em seus livros (pelo menos nos que eu li), dizia que bons programadores praticavam sempre, estudavam muito. A lenda de que um bom programador sabe um pouco de todas as linguagens do mundo e domina uma em especifico ficou popular e eu quis também aprender todas (ao menos as populares, e não curti, ainda, ruby).

A verdade é que fica o sentimento de que somos uma farsa. Tal colega programa muito, tal colega é mais produtivo, tal pessoa é incrível, e vamos assim nos entupindo de inveja e auto cobranças. Porque não somos tão produtivos quanto poderíamos ser? Alguns acham as respostas nos remédios, e, oh!, quantos colegas eu tive que pediram remédios contra TDHA para seus psiquiatras ou neurologistas… e assim se entopem de remédios buscando foco e serem ainda mais produtivos, ainda mais profissionais.

A Síndrome do Impostor

Por que programadores têm esse estranho comportamento? Simples: Síndrome do Impostor. Essa foi a explicação que meu amigo Bruno me passou e em seguida me mandou um link de um artigo sobre programadores e essa síndrome.

Essa síndrome faz que o programador se ache um impostor, ache que não é tão bom quanto deveria ser ou acham que ele é. Por isso, fica tentando estudar cada vez mais e trabalhar cada vez mais rápido. O resultado é que os programadores portadores dessa síndrome estão, literalmente, se tornando loucos.

Para entender a síndrome imagine que o portador acredita que sabe pouco, que os companheiros sabem muito e que ele deveria saber tanto quanto eles. Uma pessoa que tem essa síndrome acredita que mesmo que tenha as tão desejadas 10.000 horas de experiência ainda é um fracasso. Curiosamente essa síndrome atinge mais as mulheres, e tenho meus palpites sobre o motivo, mas mesmo assim essa síndrome não afeta somente programadores, porém, muitos programadores possuem essa síndrome.

Além da auto cobrança, outro fator para um programador ter a síndrome são os mitos sobre os “Reais Programadores”. E não, não estou falando do amigo André Noel de arroba no twitter “@programadorreal”, estou me referindo àquelas frases como “Um Programador de Verdade (um Programador Real) ama programar” ou “Um Programador de Verdade não vê o código como um trabalho” e outras frases do tipo. O artigo de Julie Bort ainda propõe que parte dessa cultura seja imposta pela indústria a procura de mais produtividade. Eu ainda acrescento aquela comparação com a tal da cultura de True Nerd, ou seja, quando as pessoas se gabam de determinadas tarefas e as outras precisam fazê-las também para estarem dentro da onda.

No fim acaba em uma única coisa: transformando nós, pessoas, em robôs.

O stress

Segundo especialistas, o estresse não é completamente ruim. Em fase inicial, ele dá ânimo, vigor e torna a pessoa mais produtiva. Porém, quando atinge níveis mais graves, pode desencadear problemas físicos e emocionais.

Ou seja, um pouquinho de stress é bom, nos dá ânimo, mas depois disso a produtividade cai, baixa a imunidade, aumenta a queda de cabelo, dá dermatite, bruxismo (ranger os dentes e em piores casos ficar com dor no maxilar), nervosismo, falta de atenção, problemas emocionais, depressão, além de outros problemas.

Mas veja bem: o stress não é totalmente ruim, no começo ele ajuda na produtividade, porém, há uma linha tênue entre a produtividade gerada pelo stress com a parte ruim (fadiga, exaustão, raiva, etc) como pode ver no gráfico abaixo fornecido pela: http://vistratess.com

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E o problema não é só ficar cansado ou nervoso, como já disse, pode acontecer de ter problemas de saúde. E ninguém quer isso, imagino.

Então saiba que deve ter um limite para seu stresse. Não se cobre tanto e nem queira se espelhar nos seus colegas, cada um é cada um. Procure tratar a Síndrome do Impostor dentro de você (talvez com ajuda terapêutica) e relaxe mais. Programadores não malucos são mais produtivos!

Fonte: http://www.profissionaisti.com.br/2014/09/stresse-literalmente-deixa-os-programadores-loucos-e-a-sindrome-do-impostor/

 

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http://fabianoflorentino.com

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Publicado em 5 de outubro de 2014, em Profissionais de TI e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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