Computação em nuvem: o que é a Infraestrutura como um Serviço

Provisionar o processamento, o armazenamento, as redes e outros recursos fundamentais de computação significa que o consumidor desses recursos não gerencia nem controla a infraestrutura de nuvem física subjacente, mas tem controle sobre sistemas operacionais, armazenamento, aplicativos implantados e, possivelmente, controle limitado sobre determinados componentes de rede.

Bill Loeffler

Ao definir a Infraestrutura como um Serviço, é necessário examinar as características específicas que um provedor de plataforma de nuvem deve oferecer para ser considerado Infraestrutura como um Serviço. Isso tem sido um desafio, pois quase todos os provedores de plataforma de nuvem possuem recursos e serviços recém-promovidos criados para lidar com a Infraestrutura como um Serviço e com o mercado da computação em nuvem. Felizmente, com a evolução da tecnologia com o passar do tempo, o National Institute of Standards and Technology (NIST) definiu a computação em nuvem como composta por cinco características essenciais, três modelos de serviço e quatro modelos de implantação.

Contribuir com este artigo no Wiki do TechNet

Fique à vontade para comentar e editar este artigo do Wiki do TechNet. Inclua seu nome e seja reconhecido por seu trabalho de aprimoramento do conteúdo. Este documento é parte de uma coleção que compõe o conjunto de documentos Arquitetura de referência para a nuvem privada. A documentação da Arquitetura de referência para a nuvem privada é um projeto de colaboração da comunidade.

Características essenciais:
  • Autoatendimento sob demanda um consumidor pode provisionar, de forma unilateral e independente, recursos de computação, como tempo de computação, conectividade e armazenamento de rede, conforme necessário, de forma automática e sem precisar de nenhuma interação humana com cada provedor de serviços.
  • Amplo acesso à rede os recursos estão disponíveis na rede e podem se acessados através de mecanismos padrão que promovem o uso por plataformas heterogêneas de cliente fino ou grosso.
  • Pool de recursos os recursos de computação do provedor são agrupados para servir a vários consumidores usando um modelo multilocatário, com recursos físicos e virtuais diferentes sendo atribuídos e reatribuídos de forma dinâmica, de acordo com a demanda do consumidor. Há uma impressão de independência de local, no sentido de que o cliente geralmente não tem controle nem conhecimento do exato local dos recursos fornecidos, mas pode especificar um local em um nível mais alto de abstração (por exemplo, país, estado, região ou datacenter). Alguns exemplos de recursos de computação são armazenamento, processamento (computação), memória, largura de banda de rede e máquinas virtuais.
  • Elasticidade rápida os recursos podem ser provisionados de forma rápida e elástica e, em alguns casos, automaticamente, para o aumento rápido da demanda e podem ser liberados rapidamente quando a demanda diminui. Para o consumidor, os recursos disponíveis para provisionamento geralmente parecem ser ilimitados e podem ser comprados em qualquer quantidade e a qualquer momento.
  • Serviço medido os sistemas de nuvem controlam e otimizam recursos automaticamente através do aproveitamento de um recurso de medição em algum nível de abstração apropriado para o tipo de serviço (por exemplo, armazenamento, computação, largura de banda, contas de usuários ativas, etc.). O uso de recursos pode ser monitorado, controlado e informado, o que dá transparência para o provedor e para o consumidor do serviço utilizado.
Modelos de serviço:
  • Software como um Serviço (SaaS) na nuvem o recurso fornecido para o consumidor é o uso dos aplicativos do provedor, executados em uma infraestrutura de nuvem. Os aplicativos podem ser acessados usando-se vários dispositivos de cliente através de uma interface de cliente fino, como um navegador da Web (por exemplo, email baseado na Web). O consumidor não gerencia nem controla a infraestrutura de nuvem subjacente, incluindo rede, servidores, sistemas operacionais, armazenamento ou mesmo recursos de aplicativos individuais, com a possível exceção das definições de configuração de aplicativos específicos para um usuário oferecidos pelo provedor.
  • Plataforma como um Serviço (PaaS) na nuvem o recurso fornecido para o consumidor é a implantação na infraestrutura de nuvem de aplicativos adquiridos ou criados pelo consumidor usando linguagens e ferramentas de programação com suporte pelo provedor. O consumidor não gerencia nem controla a infraestrutura de nuvem subjacente, incluindo rede, servidores, sistemas operacionais ou armazenamento, mas tem controle sobre os aplicativos implantados e, possivelmente, sobre as configurações do ambiente de hospedagem dos aplicativos.
  • Infraestrutura como um Serviço (IaaS) na nuvem o recurso fornecido ao consumidor é o provisionamento de processamento, armazenamento, redes e outros recursos fundamentais de computação, no qual o consumidor pode implantar e executar software arbitrário, podendo incluir sistemas operacionais e aplicativos. O consumidor não gerencia nem controla a infraestrutura física de nuvem subjacente, mas tem controle sobre os sistemas operacionais, armazenamento, aplicativos implantados e, possivelmente, controle limitado de determinados componentes de rede.
Modelos de implantação:
  • Nuvem privada a infraestrutura de nuvem é operada unicamente para uma organização. Ela pode ser gerenciada pela organização ou por terceiros e pode existir interna ou externamente.
  • Nuvem comunitária a infraestrutura de nuvem é compartilhada por várias organizações e oferece suporte a uma comunidade específica que possui as mesmas preocupações (por exemplo, missão, requisitos de segurança, política e considerações de conformidade). Ela pode ser gerenciada pelas organizações ou por terceiros e pode existir interna ou externamente.
  • Nuvem pública a infraestrutura de nuvem fica disponível para o público em geral ou para um grande grupo do setor, sendo de propriedade de uma organização que oferece serviços em nuvem.
  • Nuvem híbrida a infraestrutura de nuvem é composta por duas ou mais nuvens (privada, comunitária ou pública) que permanecem como entidades exclusivas, mas que são agrupadas por tecnologia padrão ou proprietária, possibilitando a portabilidade de dados e de aplicativos (por exemplo, extrapolação de nuvem para balanceamento de carga entre nuvens).

Duas dimensões são usadas para classificar os diferentes modelos de implantação (consulte a Figura 1) da computação em nuvem:

  • Onde o serviço está em execução: internamente no cliente ou no datacenter de um provedor de serviços
  • Nível de acesso: compartilhado ou dedicado

Figura 1 Modelos de implantação da computação em nuvem

Nossa arquitetura de referência será baseada na definição do NIST, conforme definimos os princípios, conceitos e padrões básicos usados em toda a arquitetura de referência e no guia de implementação subsequente nesta série de conteúdo. A arquitetura de referência será composta pela estrutura de referência, que indica a pilha geral da computação em nuvem, baseada na definição do NIST, e define os princípios, conceitos e padrões básicos usados em toda a arquitetura de referência e no guia de implementação subsequente nesta série de conteúdo. Ela será seguida pelo guia de distribuição de serviço, que vai guiar a empresa no que se refere a uma distribuição baseada em solução de uma infraestrutura de nuvem privada interna.

A arquitetura de referência apresentada contém práticas que são independentes de qualquer provedor de plataforma específica e que, geralmente, devem estar presentes em qualquer plataforma de Infraestrutura como um Serviço ou contrato de serviço, disponível em um provedor de recurso de computação baseada em nuvem. Sempre que aplicável, vincularemos um guia de implementação da solução baseado no uso dos produtos Microsoft Server para ilustrar o recurso discutido na arquitetura de referência.

Novas escolhas para entregar TI

A nuvem oferece opções de abordagem, fornecimento e controle. Ela entrega um conjunto de serviços bem definido, sendo que os clientes acreditam que esses serviços têm capacidade infinita, disponibilidade contínua, maior agilidade e eficiência de custos aprimorada. Para colocar esses atributos na mente dos clientes, a TI deve mudar de sua abordagem tradicional voltada a servidor para uma abordagem voltada a serviço. Isso indica que a TI deve passar da implantação de aplicativos em silos, com aproveitamento mínimo entre ambientes, para o fornecimento de aplicativos em plataformas padronizadas e predeterminadas, com níveis de serviço acordados mutuamente. Uma estratégia híbrida que usa várias opções de nuvem ao mesmo tempo se tornará a norma conforme as organizações escolhem um mix de vários modelos de nuvem para atender a suas necessidades específicas.

As opções de nuvem geralmente são categorizadas pelos seguintes modelos de serviço e fornecimento (consulte a Figura 2 para obter uma comparação):

Software como um Serviço

O Software como um Serviço (SaaS) oferece processos e aplicativos de negócios, como CRM, colaboração e email, como recursos padronizados por um custo baseado em uso, em um nível de serviço acordado e relevante para a empresa. O SaaS fornece eficiências de custo e entrega significativas em troca de personalização mínima e representa uma mudança dos riscos operacionais do consumidor para o provedor. Toda a infraestrutura e as funções operacionais de TI são abstraídas do consumidor.

Plataforma como um Serviço

A Plataforma como um Serviço (PaaS) oferece serviços de execução de aplicativos, como tempo de execução, armazenamento e integração de aplicativos, para aplicativos escritos para uma estrutura de desenvolvimento pré-especificada. A PaaS oferece uma abordagem eficiente e ágil para operar aplicativos que precisam ser dimensionados de uma maneira previsível e econômica. Os níveis de serviço e os riscos operacionais são compartilhados, pois o consumidor deve assumir a responsabilidade pela estabilidade, conformidade de arquitetura e pelas operações gerais do aplicativo, enquanto o provedor oferece o recurso da plataforma (incluindo a infraestrutura e as funções operacionais) em um nível de serviço e custos previsíveis.

Infraestrutura como um Serviço

A Infraestrutura como um Serviço (IaaS) abstrai o hardware (infraestrutura de servidor, de armazenamento e de rede) em um pool de recursos de computação, armazenamento e conectividade que são entregues como serviços a um custo baseado em uso (medido). Sua meta é fornecer um ambiente operacional flexível, padrão e virtualizado que se torne uma base para a PaaS e o SaaS.
A IaaS geralmente parece oferecer um servidor virtual padronizado. O consumidor é responsável pela configuração e pelas operações do sistema operacional (SO), software e banco de dados (DB) hóspedes. Recursos de computação (como desempenho, largura de banda e acesso a armazenamento) também são padronizados.

Os níveis de serviço cobrem o desempenho e a disponibilidade da infraestrutura virtualizada. O consumidor assume o risco operacional que existe acima da infraestrutura.

Tipo

Figura 2 Comparação dos modelos de serviços em nuvem

Modelos de implantação

Os modelos de implantação (compartilhados ou dedicados e hospedados interna ou externamente) são definidos pela propriedade e pelo controle do projeto arquitetônico e pelo grau de personalização disponível. Os diferentes modelos de implantação podem ser avaliados com base em três padrões – custo, controle e escalabilidade.

Figura 3 Implantação de nuvem definida por propriedade e controle

Nuvem pública

A nuvem pública é um conjunto de serviços de computação fornecidos na Internet. Ela é oferecida por um fornecedor, que geralmente usa o modelo “pré-pago” ou “serviço medido”. A computação em nuvem pública apresenta as seguintes possíveis vantagens: você paga apenas pelos recursos consumidos; você ganha agilidade por meio da implantação rápida; há dimensionamento rápido de capacidade; e todos os serviços são entregues com disponibilidade, resiliência, segurança e capacidade de gerenciamento consistentes. As opções de nuvem pública incluem:

  • Nuvem pública compartilhada: a nuvem pública compartilhada oferece o benefício da implementação rápida, enorme escalabilidade e baixo custo inicial. Ela é entregue em uma infraestrutura física compartilhada, na qual a arquitetura, a personalização e o grau de segurança são projetados e gerenciados pelo provedor de acordo com especificações baseadas no mercado.
  • Nuvem pública dedicada: a nuvem pública dedicada fornece uma funcionalidade semelhante à de uma nuvem pública compartilhada, exceto por ser entregue em uma infraestrutura física dedicada. Segurança, desempenho e, às vezes, personalização são melhores na nuvem pública dedicada do que na nuvem pública compartilhada. Sua arquitetura e seus níveis de serviço são definidos pelo provedor, e o custo pode ser mais alto do que o da nuvem pública compartilhada, dependendo do volume.
Nuvem privada

A nuvem privada é um pool de recursos de computação entregues como um conjunto padronizado de serviços que são especificados, desenvolvidos e controlados por uma determinada empresa.
O caminho para uma nuvem privada geralmente é direcionado pela necessidade de manter o controle do ambiente de entrega de serviços, devido à maturidade do aplicativo, a requisitos de desempenho, controles regulamentares do setor ou do governo ou motivos de diferenciação comercial. Por exemplo, bancos e governos possuem preocupações de segurança de dados que podem impedir o uso de serviços em nuvem pública disponíveis atualmente. As opções de nuvem privada incluem:

  • Nuvem privada auto-hospedada: uma nuvem privada auto-hospedada oferece os benefícios de controle operacional e de arquitetura, utiliza o investimento existente em pessoas e equipamentos e fornece um ambiente local dedicado que é projetado, hospedado e gerenciado internamente.
  • Nuvem privada hospedada: uma nuvem privada hospedada é um ambiente dedicado, projetado internamente e hospedado e gerenciado externamente. Ela mescla o benefício do controle do serviço e do projeto da arquitetura com os benefícios da terceirização do datacenter.
  • Appliance de nuvem privada: um appliance de nuvem privada é um ambiente dedicado que, comprado de um fornecedor, é projetado por esse fornecedor com recursos e controle de arquitetura baseados no provedor/mercado, e é hospedado internamente e gerenciado externa ou internamente. Ele combina os benefícios do uso de uma arquitetura funcional predefinida e dos riscos de implantação mais baixos com os benefícios da segurança e do controle internos.

A variedade de serviços oferecidos pela combinação dos modelos de serviço e de fornecimento pode ser ofuscante. Os CIOs precisarão avaliar seus requisitos comerciais e a experiência do provedor para selecionar os modelos de nuvem adequados.

Tipos de Implantação

Figura 4 Comparação dos modelos de implantação de nuvem

Figura 5 Modelo de referência – Visualização da Infraestrutura como um Serviço

Fonte: http://technet.microsoft.com/pt-br/magazine/hh509051.aspx

Anúncios

Publicado em 27 de novembro de 2011, em TechNet e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Um comentário começa grandes debates!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: