Colecionador reúne acervo com mais de 1,5 mil jogos e 50 consoles de Atari

Empresário de Curitiba mantém aparelhos e jogos em sala climatizada.
Relíquias como ‘River raid’, ‘Pitfall’ e ‘Enduro’ estão entre os favoritos.

Vinícius Sgarbe A coleção de Borba tem milhares de itens, guardados em uma sala especial. (Foto: Vinícius Sgarbe/G1 PR)

A coleção de Borba tem milhares de itens, guardados em uma sala especial. (Foto: Vinícius Sgarbe/G1 PR)

Em uma pequena sala, com temperatura e umidade controladas, nos fundos de uma casa, em Curitiba, está uma das “maiores coleções de Atari do mundo”, garante o empresário e dono dos consoles e cartuchos, Antonio Borba. O acervo chega a 1.673 exemplares – número certificado por uma publicação especializada, em 2007. Já os consoles “passam de 50”, mas à época da contagem para essa homologação havia 41 (todos diferentes). Ele começou há aproximadamente sete anos e juntou milhares de itens (contando manuais e controles).

O primeiro encontro com o Atari foi quando Borba estava “saindo da infância, entrando na adolescência”, diz. O jogo favorito era “Haunted house”, lançado em 1982 e um dos primeiros com telas rolantes. São pelo menos duas fases fundamentais dos jogos para Atari: a primeira, com menos expressão, e a segunda, quando a Actvision passou a programar os games. “Se for para falar dos clássicos, tem o ‘River Raid’, ‘Pitfall’ e ‘Enduro’. (…) Os jogos para Atari não devem passar de 500, mas existem várias versões”.

Os cartuchos são guardados em móveis planejados. (Foto: Vinícius Sgarbe/G1 PR)Os cartuchos são guardados em móveis
planejados. (Foto: Vinícius Sgarbe/G1 PR)

Quase tudo na sala são peças de museu, guardadas para a posteridade e quase sem uso. “Jogo a cada dois meses, é um tipo de viagem nostálgica. (…) Se for para me divertir, prefiro outra pegada, como simuladores ligados à TVs de alta resolução”.

Mas a saga de Borba com os videogames tem um lapso e tanto. Entre o primeiro Atari e o Playstation que joga atualmente, não houve nenhum console – nem mesmo outro clássico que virou um tipo de escola, o Nintendo. “Depois do Atari passei a jogar em computadores. (…) Com certeza isso influenciou bastante minha vida”. Hoje as empresas dele são de tecnologia.

Rara pirataria nacional

Momento raro: os videogames da coleção são usados a cada dois meses. (Foto: Vinícius Sgarbe/G1 PR)

Raridade: os videogames da coleção são usados a cada dois meses. (Foto: Vinícius Sgarbe/G1 PR)

“A indústria brasileira do Atari é uma das mais cobiçadas do mundo por colecionadores”, porque há peças muito particulares. Um dos modelos, por exemplo, permite que o jogador acione a pausa. “Isso não existe em nenhum outro console do mundo” – o que foi possível por uma modificação na placa eletrônica.

Esse modelo de console foi batizado “Onyx” e a mesmo selo produziu dez jogos. Esses cartuchos levaram o nome “Microsoft”, em uma pirataria vulgar. Ainda no Brasil, houve modelos de Atari da marca Actvision, mas essa marca não produzia consoles. “Por isso, quando um gringo descobre esse tipo de coisa, fica louco para comprar”.

Recentemente, um Atari original americano, em uma caixa lacrada, foi vendido pela internet por U$ 1.500.

Fonte: http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/09/colecionador-reune-acervo-com-mais-de-15-mil-jogos-e-50-consoles-de-atari.html

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Publicado em 17 de setembro de 2011, em G1 - Tecnologia e marcado como . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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